19 novembro 2016

Do latim voltare

Voltar. Do latim Voltare. Verbo regular, que regularmente me faz mudar de rumo. Falo assim porque sei o tamanho do estrago que pode ser produzido por essa simples elocução. Tenho voltado demais recentemente, isso tem me amedrontado. Lembro-me de  quando decidi que tudo ficaria para trás e que de alguma forma o meu eu estaria recomeçando. Ilusão. Tem coisas na vida que é de certa forma impossível de não ser relembrada, ressentida e formada um puta de backup do que já se passou. É óbvio que lutei com todas as minhas forças para que nada disso acontecesse, mas ontem acabei lendo em algum lugar que o tempo quando é passado  não atormenta o presente. É, foi essa a frase que me fez ver que nada nunca esteve no pretérito. Aos poucos sinto que estou me tornando a mesma de dois anos atrás. Me tornando? Ou sempre fui? Sempre fui. Devo aceitar que nada modificou. 

Ainda sou a mesma. Mudar as músicas da playlist não me fez diferente. Aliás, quem troca Beatles por MC Livinho tem um problema sério na cabeça, e o meu, sempre foi querer ser diferente do que fui. Fui nada, sou! Um pouco mais gorda e estressada, admito! Mas é que fica impossível manter a calma quando não se sabe mais o que é. Uma mistura? Talvez. Uma mescla do que fui, do que sou e do que ainda pretendo ser. Confuso, não é? Onde foi que fui parar, e chegar ao ponto de querer voltar? É que não vale a pena meu caro. Não dá pra não retornar quando ainda nem se sabe onde está. Eu voltei, um pouco mais dura, dois anos mais velha, com a marra de sempre, viciada em café e a vida arejada. É um prazer poder escrever novamente, e já vou avisando que estou bufando de alegria. Ainda bem que a vida tem dessas coisas, o mundo gira e eu sempre volto pra cá. Voltei

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Copyright © 2015 | Design e Código: Sanyt Design | Tema: Viagem - Blogger | Uso pessoal • voltar ao topo